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Por que o Brasil tem terremotos?

Ao contrário do que muitos imaginam, tremores de baixa intensidade acontecem por aqui. O problema é: não estamos preparados para lidar com terremotos de grande impacto

Reportagem e fotos por Michelli Galdino e Jaqueline Sousa

Orientação Chico Bicudo

Em intervalos de apenas poucos segundos, triângulos vermelhos que surgiam no mapa do painel do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) recebiam as informações enviadas por aparelhos de medição instalados no Brasil e no mundo, anunciando, em tempo real, tremores registrados em diferentes pontos da Terra. Para duas jornalistas não acostumadas a esse trabalho, chegava a ser perturbador acompanhar as estações dando os avisos e alertas e os aparelhos anunciando a intensidade dos terremotos. Estávamos lá. Vimos os seis painéis, embutidos em uma parede, piscando e indicando cada abalo – do mais sutil ao de maior escala. Não havia sons. Esse silêncio também nos incomodava. No entanto, para dois pesquisadores do Centro que estavam conosco, aquele era apenas mais um dia comum de trabalho. Não havia preocupação. Nada. Eles estavam sentados e calmos. Ficamos ainda mais inquietas quando o geofísico Jackson Calhau apontou para o que chama de “eletrocardiograma da Terra” para nos contar que, ao contrário do que sugere o senso comum, o Brasil não está livre de terremotos, talvez apenas das enormes tragédias. Pelo menos por enquanto.

Uma breve retrospectiva reforça o alerta feito por Calhau e sugere que, desde 1720, há relatos de ocorrências de abalos sísmicos no Brasil. Três deles foram consideráveis. No dia 31 de janeiro de 1955, registramos um com 6.6 na escala Richter, que varia de 0.1 a 10 (sendo que 6 é equivalente ao impacto provocado por uma bomba atômica) na Serra do Tombador, que atualmente é uma região com pequenas vilas de casas em Goiás. No dia 28 de fevereiro do mesmo ano, um abalo de 6.3 foi anotado em Vitória, Espírito Santo. Um terceiro chacoalhão foi ainda mais forte, uma exceção e ponto fora da curva em relação ao que acontece no país: um sismo de 7.1 no Acre. Esse tremor foi causado pelas ‘andanças’ da Cordilheira dos Andes, local onde as movimentações de terra são frequentes.

 Outros grandes abalos recentes no Brasil

1980, em João Câmara, Rio Grande do Norte, com escala de 5.1 e 4 mil imóveis destruídos.
1980, em Pacajus, Ceará, com escala de 5.2. Foi sentido na capital Fortaleza.
2007, em Itacarambi, Minas Gerais, com escala de 4.9, com uma criança morta, seis feridos e cinco casas demolidas.
2007, divisa entre Amazonas e Acre, com escala de 6.1. Não há registro de estragos, feridos ou mortos.
2008, São Paulo, com escala de 5.2, que se refletiu em várias regiões da cidade e outros estados: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O Centro de Sismologia da USP, que hoje tem 85 estações, site e uma página no Facebook, foi criado em 2010, dando início à sistematização de uma rede sismográfica no Brasil, com unidade semelhante funcionando também no Rio de Janeiro. “Quando entrei aqui, não entendia a função do Centro no país, já que aqui não tinha terremoto”, revela Jackson. Segundo ele, há uma cultura enraizada e consolidada na sociedade que garante que “o Brasil não tem terremotos”. Por essa razão, a população não está preparada para viver e enfrentar abalos mais significativos – nem ele ou qualquer outro pesquisador descartam a possibilidade de um sismo maior que o 7.1 já registrado em terras brasileiras.

 

“Diferentemente do que a gente imagina e muitas vezes aprende na escola, o Brasil tem tremores. Não dá pra comparar com Chile ou Japão, mas é uma sismicidade que não podemos negligenciar”, afirma o pesquisador. Ele explica que o Brasil está no centro da placa Sul Americana, considerada mais “calma e sossegada”, mas que ainda assim tem movimentos e se afasta da Africana; além disso, a placa do Pacífico, que fica do lado esquerdo (com limite na costa chilena), sofre uma pressão fortíssima (por conta dos Andes), que acaba sendo acomodada e redistribuída. Quando isso acontece, tremores de baixa escala são registrados pela extensão da placa Sul Americana, podendo, nessa cadeia de trombadas, repercutir por outras áreas, e assim sucessivamente. Se os sismos são muito altos e previamente detectados, há a possibilidade de evacuação do local, principalmente quando há risco de tsunami. Segundo estudos publicados pela revista Mundo Estranho em agosto de 2016, todas as placas se movimentam cerca de 10 centímetros por ano, sendo que cerca de 3 milhões de terremotos são anotados anualmente (8 mil por dia, 1 a cada 11 segundos). Por isso, com a sismologia é possível compreender a dinâmica da Terra e os porquês dos terremotos.

CONCEITOS TÉCNICOS

Para entender melhor como terremotos ocorrem, devemos voltar 200 milhões de anos no tempo. Naquele momento, a Terra conhecia apenas um grande bloco continental, chamado Pangeia, que significa ‘toda terra’. Devido ao aquecimento do magma que temos borbulhando nas camadas mais profundas do planeta, houve uma quebra desse continente em várias placas, como se o quebra-cabeças até então montadinho tivesse explodido e espalhado várias peças (os atuais continentes), que começaram a se movimentar em direções distintas, fazendo ainda surgir os oceanos que conhecemos hoje.

Placas

Oceanos

Placa Australiana

Placa Africana Placa Antártica Placa Indiana Placa de Cocos

Antártico

Ártico

Placa do Pacífico

Placa Arábica Placa da Carolina Placa da Scotia

Placa Norte-Americana

Atlântico

Índico

Placa Eurasiática Placa Caribenha Placa da Filipinas Placa de Nazca

Placa Sul-Americana

Pacífico

Esse fenômeno natural ocorre no manto (localizado entre a superfície e o núcleo da Terra) por causa do acúmulo de pressão e ondas de calor vindas do manto superior (área em que a crosta e o manto se fundem), elevando a pressão no interior do planeta. Há momentos em que esses choques causam espécies de rupturas e explosões internas – e, quanto maior for essa pressão, mais violento é o terremoto. Normalmente eles ocorrem em profundidades além de 80 quilômetros da superfície terrestre, mas sempre existem as exceções, que podem ser mais próximas ou mais profundas. É importante ressaltar que um sismo de 6.0 tem a mesma força e capacidade de destruição que uma bomba atômica. Além disso, não é um fenômeno exclusivo da Terra.

Fonte: https://www.nasa.gov/sites/default/files/styles/full_width_feature/public/thumbnails/image/abi_full_disk_low_res_jan_15_2017.jpg

Curiosidade
A Lua também apresenta tremores, entretanto com menor frequência e intensidade. São chamados de lunamotos. Eles ocorrem devido aos puxões que a gravidade da Terra dá no satélite, fazendo com que seu núcleo penda para um dos lados e crie um deslocamento e, consequentemente, os abalos.

A medição deles é feita a partir de dois parâmetros: a Intensidade de Mercalli, que mede os efeitos sobre as pessoas e estruturas construídas e naturais, e a Magnitude de Richter, mais conhecida e criada por Charles Richter em 1935 com o objetivo de medir os terremotos que aconteciam no sul da Califórnia. A diferença em relação a Mercalli é que a escala Richter mede a força e a capacidade de destruição do raio em quilômetros. Ela varia hoje de valores negativos a 10.0 – esse nunca registrado até então.

Terremoto, Terremoto Itália, Norcia

Terremoto na Itália – Foto: Pixabay

Terremoto, Terremoto Itália, Norcia

O valor de zero é equivalente ao choque de um salto de uma cadeira

 

Escala Descrição Efeitos
Menor que 2.0 Micro Não perceptível
2.0 – 2.9 Muito pequeno Geralmente não perceptível
3.0 – 3.9 Pequeno Perceptível e não causam danos materiais
4.0 – 4.9 Leve Maior intensidade e provocam estragos
5.0 – 5.9 Moderado Causa danos em construções sólidas
6.0 – 6.9 Forte Causa estrago em raio de 100 Km
7.0 – 7.9 Grande Dez vezes maior e mais forte que de escala 6
8.0 – 8.9 Importante Catastróficos, destruindo cidades inteiras e causam milhares de mortes
9.0 – 9.9 Excepcional
Acima de 10.0 Extremo

 

A CIÊNCIA INCERTA

Atualmente, conseguimos, exatamente pelos avanços da ciência, em um curto e justo espaço de tempo nos preparar para uma catástrofe causada por terremotos. Como dito antes, os aparelhos sismográficos registram a velocidade da onda do sismo e trazem a possibilidade de uma evacuação de áreas de risco, desde que as ações sejam coordenadas e articuladas com as autoridades públicas. “Quando acontece um terremoto, várias ondas são geradas logo após e elas têm diferentes velocidades. O sistema usa o que a gente chama de onda T – a primeira onda que é gerada depois que acontece um tremor – que é mais rápida que a onda do mar, ou seja, nós conseguimos, por exemplo, evacuar uma praia em questão de minutos”, explica Calhau.

Entretanto, para conseguir antecipar esse fenômeno natural, que no passado era atribuído a vontades dos deuses, é necessário entender a grande variação de processos na Terra que os desencadeiam. Não é possível generalizar essa ação natural, pois cada pedaço do planeta se comporta de forma diferente.

O monitoramento em tempo real via GPS ajuda a analisar os pré-choques (abalos de pouca intensidade), porém apenas essas informações não indicam de fato que um grande abalo sísmico está por vir. É preciso ainda observar a liberação do gás radioativo radônio, que é facilmente detectável e sugere choques em rochas que contém urânio. Por fim, há as estações de observação descritas no início da reportagem, funcionando 24 horas por dia, como por exemplo, o Centro de Sismologia da USP.

Inundação, Tsunami, Ayutthaya, Imagem De Satélite

Tsunami (imagem de satélite) – Fonte: Pixabay

BRASIL E SEUS TERREMOTOS

Sim, somos um país que vivencia tremores constantes anualmente. Só no ano de 2017, foram registrados 129 sismos, sendo que 12 deles foram acima de 4.0 na escala Richter. O mito de um paraíso que está livre deste fenômeno não passa disso – uma crença popular. Apesar disso, grande parte dos tremores que são registrados também não passam, ainda bem, de uma pressão aliviada de choques entre a Placa Sul Americana e a Placa do Pacífico, como explicado anteriormente. Outras vezes, representa apenas uma “resposta”, espécie de efeito rebote, a abalos de maior sismicidade que rodeiam o mundo.

A ocorrência de tremores altos no Brasil é algo raro. São casos bem específicos, como a proximidade de um local onde ocorrem abalos em grandes profundidades ou nas laterais das placas, onde os choques são também mais potentes. Porém, mesmo com o histórico de tremores baixos e que dificilmente causam estragos, não se descarta a possibilidade de sismos equivalentes a 7.0 no país.

POR TRÁS DA ENGENHARIA

Mesmo com uma ampla rede de sismógrafos, prever terremotos é uma ciência incerta. O único jeito de encará-los é confiando e investindo também na engenharia civil, que constrói prédios que resistem aos abalos, além de estar sempre alerta. Para o professor do curso de Engenharia da Universidade Anhembi Morumbi, Wilson Iyomassa, embora a área de engenharia ajude a propagar a ideia de que o Brasil não possui terremotos, existem medidas técnicas específicas que protegem construções até certo nível de abalo sísmico.

Para isso são necessários vários cálculos e, ainda assim, pode existir algum erro. Devem ser feitas, então, várias pesquisas sobre o solo e o local da região onde se deseja construir o edifício, tentando estabelecer o nível máximo que essa construção pode suportar em relação aos tremores que podem vir a ocorrer. “Inicialmente, é necessário obter dados da sismicidade, como a intensidade do sismo e a profundidade da fonte. Depois é necessário identificar o tipo de construção a ser protegida, como edificações térreas, pontes, edificações verticais, barragens, entre outros. Para cada tipo de construção civil, há medidas técnicas que podem ser inseridas nas obras para proteção, até um certo nível de sismo”, afirma Iyomassa. De acordo com o pesquisador, o tipo de material escolhido (pêndulo central ou amortecedores – semelhantes aos dos carros) é essencial para manter a construção estável e segura.

No Brasil, não há restrições de construção para edificações simples. Entretanto, há uma exigência de inserção de alguns critérios específicos de segurança estabelecidos pela ABNT que devem ser considerados nos cálculos dos projetos de construções ditas pesadas, como barragens e pontes. “Calculam-se nas propostas a parte dinâmica – sismos – que deve suportar a construção”, completa o professor. Tais projetos ainda enfrentam dificuldades na obtenção do parâmetro dos sismos e ao estabelecer limites para proteção.

COMO NÃO HÁ TERREMOTOS NO BRASIL, VIVER ESSA EXPERIÊNCIA EM OUTROS PAÍSES É SEMPRE ALGO ASSUSTADOR

 IRONIA DO DESTINO

Visitando a Cidade do México a trabalho, o produtor de eventos Nelson Júnior passou por momentos desesperadores no país quando vivenciou o terremoto que aconteceu no dia 19 de setembro de 2017. “Eu vi um prédio balançar na minha frente, é algo assustador”, comenta Nelson, que passeava por um shopping quando tudo aconteceu. Ele conta que o seu primeiro instinto, assim que sentiu o chão tremer, foi o de correr o mais rápido que podia. “Virou um filme de terror. Eu desci a escada rolante em três passos e eu tinha acabado de almoçar, a comida subiu. Corri em direção a rua. Só conseguia pensar que alguma coisa ia cair em cima de mim. Foi só quando eu saí que me senti um pouco mais seguro”.

Um fato curioso é que todo dia 19 de setembro, a Cidade do México realiza um simulacro, um treinamento para eventuais ocorrências de terremoto. A data é uma espécie de “homenagem” para um grande terremoto que aconteceu em 1985, neste mesmo dia, e que matou mais de 10 mil pessoas. Desde então, o país se prepara com construções diferenciadas, agregadas à tecnologia e aos processos de evacuação, para que se possa evitar ou ao menos minimizar as grandes tragédias. Nelson conta que, apesar de não ter muito conhecimento de tais treinamentos, ficou muito bem impressionado com a eficiência e agilidade dos mexicanos para lidar com a situação e que, justamente por conta disso, os danos foram menores.

Por terremotos já serem frequentes nesta região, Nelson também relata que algumas pessoas agiram com certa tranquilidade e que algumas horas após o ocorrido, a vida seguiu seu rumo normalmente. “Foi uma experiência bem interessante sob vários aspectos: o medo, o incerto e o fato de viver uma coisa nova que fugiu do meu controle. Ver como eles se portaram em relação ao problema e como eles reagiram, o quão rápido eles passaram a borracha ali”, ele completa.

Mesmo com a cidade seguindo seu rumo, Nelson ainda pensa neste acontecimento, citando-o como um dos mais marcantes de sua vida. Para ele, certas catástrofes demoram mais para serem digeridas e, apesar de não se abalar tão fácil, ele conta que sempre que visita algum shopping, a memória volta. “É assustador de verdade, é uma experiência com a qual nós aqui do Brasil não estamos acostumados. A gente tem algumas catástrofes, mas terremoto é uma coisa que você não prevê, você não sabe exatamente como ele vem.

O MAIOR ABALO DESDE 1960

Ao relatar como foi vivenciar o terremoto que aconteceu na região de Maule, no Chile, em 27 de fevereiro de 2010, o consultor literário José Castilho afirma que a sua experiência com terremoto foi um ato de sobrevivência antes de tudo. Na época, ele era o secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e participou, como palestrante, do Congresso Ibero-americano de Língua e Literatura Infantil e Juvenil, ao lado de vários escritores, promotores e representantes editoriais. O terremoto aconteceu por volta das três horas da madrugada e assim como todos que estavam no hotel, Castilho estava dormindo e foi abruptamente acordado pela intensidade do abalo.

Ao descrever sua experiência, lembra que, no susto, só conseguiu pegar seu celular e passaporte para que, caso ficasse soterrado e conseguisse sobreviver, haveria uma chance de ser localizado. “Foi a minha primeira experiência com um terremoto e ainda mais um com 8.8 da escala Richter, que durou a eternidade de mais de três minutos. Ainda no quarto, avaliando qual a melhor atitude a tomar, eu tive pela primeira vez na vida a convicção da possibilidade de morte iminente”.

Mesmo sem saber ao certo o que fazer na hora, Castilho conta que tinha conhecimento de alguns tipos de ações para tentar se proteger. Segundo o consultor, no momento do desespero, ele teve que recorrer a equilíbrios emocionais e físicos para ajudar algumas pessoas do seu andar no hotel a se orientarem para a saída.

Castilho também enfrentou outro terremoto quando visitou a Cidade do México ainda em 2010, e embora o pavor tenha sido o mesmo, ele afirma que conseguiu lidar melhor com a situação. Em relação ao Chile, ele já regressou ao país diversas vezes e diz ter adotado o local como uma segunda pátria, considerando-o como seu lugar de renascimento. Atualmente, demonstra uma grande empatia com sobreviventes de terremotos e sempre busca se informar mais sobre. “Fiquei um bom tempo com aquilo na cabeça, parecendo ouvir o que achei o mais terrível do episódio: os sons. Os barulhos do edifício se retorcendo, ruídos externos de quedas e carros se chocando, os cães latindo desesperadamente, ao mesmo tempo em que tudo despenca e balança freneticamente à sua volta. É algo realmente assustador e dá um sentido de realidade, de submissão à natureza e de profunda impotência para reagir”.

 

REGISTROS HISTÓRICOS

OS MAIORES ESTRAGOS NO MUNDO

Entre os milhares de terremotos ocorridos no mundo desde a formação do nosso planeta, existem alguns que merecem ser relembrados e destacados tanto por sua devastação – incluindo tsunamis – quanto pelos estragos que causaram.

No dia 23 de janeiro de 1556, a China sofreu um terremoto que desencadeou a morte de 830 mil pessoas em Shensi. Em sequência cronológica, pulamos para a capital de Portugal, Lisboa, em 1º de novembro de 1755, onde três tremores, em intervalos de três minutos cada, desencadearam um tsunami e vários incêndios que devastaram 85,5% da cidade.

Em 24 de abril de 1771, em Yaeyama, nas Ilhas Ishigaki e Miyokojima,um terremoto que desencadeou um tsunami de 79,8 metros de altura deixou  12 mil mortos. Em 19 de setembro de 1985, a Cidade do México sofreu um grande abalo sísmico que devastou um terço da capital, além de ter causado a morte de 12 mil pessoas. Por fim, em 27 de fevereiro de 2010 o Chile sofreu um de seus maiores abalos registrados desde 1960. O tremor durou cerca de três minutos, deu origem a um tsunami que atingiu Santiago e outras regiões do país, além de ter causado a morte de 795 pessoas.