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Imagens relatam sofrimento do cão de rua

No dia mais frio do ano na cidade de São Paulo, os termômetros chegam a marcar menos de 3°. E sem qualquer indumentária que não os próprios pelos para se aquecerem, milhares de cães abandonados ou já nascidos nas ruas da periferia paulistana passam a noite despercebidos de quaisquer olhares de misericórdia ou pena.

Suas ossadas visíveis por sob a pele flácida e os olhares cabisbaixos escondem um apurado olfato especializado em procurar restos, migalhas, excedentes preteridos ao lixo e vestígios tomados por mãos canhestras com que possam forrar o estômago e dar as calorias para enfrentar a próxima noite gélida.

Misturados à paisagem, não são notados, exceto quando afugentados pelo dono de qualquer naco de comida a que tenham se instado a perseguir pelo caminho.

A pelugem esmaecida se amalgama às paredes pichadas, às caixas de papelão tomadas como alcova e à terra fresca de grama rarefeita. São onipresentes e, ao mesmo tempo, é como se não existissem.

Quão pusilânime é o ser que não estende a mão ao melhor amigo?