Fotos e texto: Ana Cecília B. M. de Faria

Orientação: Prof. Thomaz Pedro

O prédio que abriga atualmente o Red Bull Station foi construído no ano de 1926, muito antes da existência da avenida 23 de maio, que passa ao lado do local. No edifício funcionava a antiga subestação Riachuelo da empresa Light, que era responsável pela eletricidade da cidade de São Paulo.

Em 2002, o local foi tombado como patrimônio histórico municipal e depois de quase nove anos abandonado, foi comprado pela empresa Red Bull, que transformou o prédio de 90 anos de história em um centro cultural que abriga projetos ligados a música e artes em geral.

Apesar de ter sido todo restaurado, a fachada e a arquitetura interna foram preservadas, assim como algumas placas de avisos e ferramentas no interior do prédio que ajudam a contar a história do lugar. Toda a energia que por ali passava ainda é sentida, mas em um sentido diferente da palavra.

O espaço recebe projetos dos mais diferentes tipos, como de residência artística, exibição de filmes, palestras, workshops, tudo isso gratuito aos visitantes.

Fazem parte do local também uma cafeteria com um menu nada convencional, uma galeria transitória, um rooftop com vista para o centro antigo de São Paulo e, é claro, o lugar que chamou mais a minha atenção entre todos eles, o estúdio de gravação musical, que tem como missão dar suporte a artistas iniciantes e independentes, mas também trabalhar em projetos especiais de nomes conhecidos e já consolidados no cenário musical.

No dia em que as fotos foram tiradas, ali acontecia a gravação de um projeto especial entre “ninguém menos” que “Os Mutantes” e “Paralamas do Sucesso”. Não foi permitido fotografar e nem filmar os músicos. O mais “perto” que cheguei foi fotografar as toalhas de rosto com o nome da banda bordado e o técnico de som. Porém, não existe melhor maneira de se inspirar do que estando rodeada dessa atmosfera de música, boas energias e cultura.